As urnas falaram: O avanço da direita e o recado para quem empreende
Flávio Bolsonaro venceu a primeira batalha ao terminar o 1º turno à frente, enquanto o avanço do PL no Congresso reforçou um recado sobre impostos, trabalho e liberdade para empreender. A disputa presidencial, porém, segue para o segundo turno.
Luiz Philipe (LP)
05/10/2026

As urnas deram um recado forte. Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno em primeiro lugar, com 47,03% dos votos válidos, e Lula ficou em segundo, com 45,16%. Flávio venceu a primeira batalha — a da largada —, mas a eleição presidencial ainda não acabou: como ninguém obteve maioria absoluta, os dois vão disputar o segundo turno em 25 de outubro. A apuração do TSE publicada pela Agência Brasil confirma o resultado.
*A imagem é uma ilustração política de Jair Bolsonaro e Lula; não representa um fato real. Flávio Bolsonaro e Lula disputarão o segundo turno.*
Além da corrida ao Planalto, o Congresso eleito também mudou de composição. O PL elegeu 121 deputados federais e 19 senadores, mais do que qualquer outro partido nas duas Casas. É um avanço expressivo da direita e uma força importante na próxima legislatura, que começa em 2027. Isso não significa que todo o Congresso pense igual: governar e aprovar propostas ainda exigirá negociação. Os números da Câmara e do Senado foram publicados pela EBC.
O recado não é só sobre políticos. É sobre quem paga a conta
Na minha leitura, o resultado mostra que muita gente está cansada de ver o Estado crescer e o peso das contas sobrar para quem trabalha, consome e produz. Imposto, burocracia e insegurança sobre as regras não ficam presos a Brasília: chegam ao preço, ao caixa da empresa, ao salário que cabe no orçamento e à decisão de contratar ou adiar uma expansão.
O empresário sente isso quando precisa refazer o planejamento a cada mudança de regra. O trabalhador sente quando o dinheiro perde poder de compra e as oportunidades ficam mais estreitas. Por isso, defendo um país em que o Estado cuide bem das suas responsabilidades sem sufocar a iniciativa de quem quer trabalhar e construir patrimônio.
O brasileiro não quer viver limitado a receber ajuda; quer ter a chance de conquistar uma vida melhor pelo próprio esforço. Programas sociais podem ser necessários para quem atravessa dificuldades, mas não substituem emprego, renda e oportunidade. Uma empresa que consegue se manter e crescer pode contratar, formar profissionais, movimentar fornecedores e criar caminhos para que mais famílias avancem.
A eleição não resolve sozinha o ambiente de negócios
O tamanho das bancadas eleitas importa porque deputados e senadores discutem leis, orçamento e fiscalização do governo. A composição do Congresso pode abrir espaço para pautas de simplificação tributária, responsabilidade fiscal e liberdade econômica. Também pode gerar impasses. O resultado, portanto, não garante por si só crescimento ou redução de impostos: depende das propostas, das votações e da capacidade de diálogo.
O segundo turno presidencial também será decisivo para o rumo do Executivo. Flávio chegará à próxima etapa na frente e com um Congresso onde o PL ampliou sua força. Para mim, isso representa uma oportunidade de defender um projeto mais favorável a quem empreende e trabalha no setor privado. Mas a expectativa precisa ser acompanhada de cobrança: promessas devem virar medidas concretas, com contas transparentes e respeito às regras.
Eu acredito que o Brasil precisa de segurança jurídica, regras mais simples, responsabilidade com o dinheiro público e um ambiente que incentive investimento e inovação. Não basta trocar os nomes no poder se o custo de produzir continua alto, se a burocracia consome tempo e se o empresário não consegue planejar o próximo ano.
Flávio venceu a primeira batalha; agora começa outra
Flávio venceu a batalha do primeiro turno ao terminar em primeiro lugar. Essa vitória não encerra a disputa, mas demonstra que existe força eleitoral para uma mudança de direção. O segundo turno será a decisão final sobre a Presidência, e a nova composição do Congresso será parte essencial do cenário para qualquer governo.
Eu tenho lado e acredito que a liberdade para empreender é uma questão de sobrevivência para empresas e empregos. Quando o setor privado prospera, há mais espaço para trabalho, renda e oportunidades. E é esse esforço, junto com políticas públicas responsáveis, que pode sustentar um país mais próspero.
Que o Brasil escolha um caminho de trabalho, responsabilidade e esperança. Pela minha fé, creio que o país pode ser abençoado por Deus e avançar quando as pessoas tiverem liberdade para produzir, construir a própria riqueza e ajudar o próximo. Em nome de Jesus, espero que o próximo capítulo da nossa história seja melhor para as famílias, os trabalhadores e os empresários.
Fontes
- Agência Brasil — resultado do 1º turno e segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula
