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Canais de Aquisição

Como aparecer no Google quando procuram o seu serviço na cidade

Na mesma noite, duas pessoas fizeram a mesma busca no celular e ligaram para a mesma chaveira. O chaveiro mais antigo da cidade, a três quadras de uma delas, nem soube.

Luiz Philipe (LP)

Luiz Philipe (LP)

24/10/2026

Como aparecer no Google quando procuram o seu serviço na cidade

Às 22h14 de uma sexta-feira, a porta do apartamento 302 bateu com a chave do lado de dentro.

A moradora tinha nas mãos um saco de lixo, o celular e quase nada de bateria. Fez o que todo mundo faz. Abriu o Google e digitou: chaveiro perto de mim.

Apareceu um mapa com três alfinetes. Embaixo de cada um, um nome, uma nota, um botão de ligar. Ela tocou no primeiro que dizia "aberto agora".

Quarenta minutos depois, do outro lado da cidade, um rapaz que tinha perdido a chave do carro no estacionamento de um bar digitou exatamente a mesma frase. Viu o mesmo mapa. Ligou para o mesmo número.

Os dois foram atendidos por Helena.

E nenhum dos dois ficou sabendo que, a três quadras do prédio da moça, havia uma porta de aço com uma placa pintada à mão: Jairo Chaveiro — desde 2004.

A resposta curta

Para aparecer no Google quando alguém procura o seu serviço na sua cidade, você precisa de um Perfil da Empresa no Google verificado, completo e vivo: categoria certa, endereço ou área de atendimento, horário real, fotos, avaliações respondidas e atualizações frequentes. O próprio Google explica que ordena os resultados locais por três critérios: relevância (o quanto o perfil combina com a busca), distância (o quanto a empresa está perto de quem pesquisa) e proeminência (o quanto ela é conhecida e bem avaliada). Distância você não muda. Os outros dois, sim.

Guarde essa última frase. Ela explica a história inteira.

O melhor chaveiro da cidade estava invisível

Jairo era, sem exagero, o chaveiro que os outros chaveiros chamavam quando travavam num cofre. Vinte anos de ofício. Clientes que levavam a mãe, depois o filho, depois o neto.

Ele tinha um perfil no Google. Só não sabia disso.

Alguém tinha criado em 2017, provavelmente um sobrinho. Estava com o telefone fixo antigo, que já nem tocava. A categoria escolhida era "loja de ferragens". O horário dizia fechado aos sábados, que era justamente o dia em que ele mais trabalhava. Havia três avaliações. A mais recente, de uma estrela, reclamava que ninguém atendia o telefone. Ninguém atendia mesmo: o número não existia mais.

Para o Google, aquele perfil era pouco relevante (o mapa não sabia que ele era chaveiro), pouco proeminente (três avaliações, uma delas furiosa e sem resposta) e, às 22h14 de uma sexta, fechado.

Jairo perdeu a moça do 302 não porque era pior. Perdeu porque, no único momento em que ela procurou, ele não existia.

O que a Helena fez numa tarde de terça

Helena abriu a chaveiraria quatro anos antes, sem clientela, sem nome na cidade e sem dinheiro para anúncio. Tinha uma vantagem que ela mesma achava pequena: sabia que o cliente de chaveiro não escolhe chaveiro. Ele escolhe o primeiro que parece confiável e atende agora.

Numa terça-feira parada, ela passou a tarde fazendo o que vem abaixo. Serve para encanador, dentista, pet shop, oficina, salão, contador — qualquer negócio que alguém procura com o nome da cidade ou com "perto de mim" no fim da frase.

1. Assumir e verificar o perfil. Primeiro passo: buscar o nome da empresa no Google Maps. Se o perfil já existir, toque em "reivindicar este perfil"; se não existir, crie em business.google.com. Sem verificação, nada do resto vale.

2. Escolher a categoria principal com cuidado. Ela é o maior sinal de relevância. "Chaveiro", e não "loja". Depois, acrescente categorias secundárias que descrevem o que você também faz.

3. Dizer a verdade sobre o horário. Inclusive feriados e horário especial. Se você atende emergência à noite, diga. Perfil "fechado" não aparece para quem precisa agora.

4. Colocar fotos reais. Fachada (para o cliente reconhecer a porta), o interior, você trabalhando, o carro de atendimento. Foto de banco de imagens não convence ninguém às dez da noite.

5. Listar serviços com as palavras que o cliente usa. "Abertura de porta", "cópia de chave de carro", "troca de fechadura". O cliente não pesquisa o nome técnico; pesquisa o problema.

6. Pedir avaliação no momento certo. Helena pedia no instante em que a porta abria e o alívio aparecia no rosto da pessoa, com um cartão com QR que levava direto para a tela de avaliar. Escrevemos um texto só sobre isso: como conseguir mais avaliações no Google sem implorar.

7. Responder todas as avaliações. As boas, com um agradecimento que cita o serviço. As ruins, com calma e uma solução. Quem lê a resposta é o próximo cliente, não o autor da reclamação.

8. Publicar atualizações. Uma foto de um serviço da semana, uma dica curta, um aviso de horário. O perfil que se mexe parece uma empresa aberta.

Nada disso custou dinheiro. Custou uma tarde e, depois, quinze minutos por semana.

Como saber se está funcionando

Um canal de aquisição — qualquer caminho pelo qual um cliente novo chega até você — só vale se você consegue medir. O Perfil da Empresa mostra, no próprio painel, quantas pessoas viram o perfil, quantas ligaram, quantas pediram rota e quantas clicaram no site.

Helena anotava esses números toda segunda numa folha presa no balcão. E fazia uma pergunta simples a cada cliente novo: como você me achou? Em poucos meses, sabia algo que pouca empresa pequena sabe: quantas ligações do Google viravam um serviço pago. Isso tem nome. Chama-se previsibilidade — saber que um certo esforço traz, com boa chance, um certo número de clientes.

A virada que ninguém espera

A parte mais interessante da história não é que Helena apareceu no mapa e Jairo não.

É o que aconteceu no dia em que o sobrinho de Jairo, finalmente, arrumou o perfil.

As ligações começaram a vir. E Jairo percebeu, pela primeira vez em vinte anos, que tinha passado a vida inteira dependendo de um só canal: a placa na porta e o boca a boca de quem já o conhecia. Funcionou enquanto a cidade era pequena e as pessoas andavam a pé. Parou de funcionar sem que ele percebesse, porque cliente que não chega não reclama.

Helena, por outro lado, nunca tinha tratado o Google como o canal. Era o primeiro. Depois dele, ela fechou um acordo com duas imobiliárias para trocar fechaduras a cada mudança de inquilino. Depois, deixou cartões com três síndicos de condomínio. Depois, gravou vídeos curtos abrindo fechaduras difíceis, que as pessoas compartilhavam por pura curiosidade.

Quando o Google mudava alguma coisa e as ligações caíam numa semana, as imobiliárias continuavam ligando. Quando as imobiliárias tinham um mês fraco, os condomínios compensavam.

Uma empresa que depende de um canal vive na festa ou na fome. Helena tinha quatro. Jairo tinha um, e nem sabia.

De que lado você está

Faça agora o teste que a moça do 302 fez sem querer. Pegue o celular, saia do seu login, e digite o seu serviço com "perto de mim" ou com o nome do seu bairro.

Se você aparece, ótimo: você tem um canal. Um.

A pergunta que separa quem cresce de quem vive esperando o telefone tocar é a seguinte: quais são os próximos?

Foi para responder a essa pergunta que Luiz Philipe Campos, fundador da Ímpetus Host, escreveu a Cartilha dos 100 Canais de Aquisição. O perfil da empresa no Google está lá, na parte de conteúdo e busca, ao lado de outros 99 canais — parcerias como as imobiliárias da Helena, indicação, vídeo, eventos, off-line, marketplaces, prospecção ativa. Para cada um: o que é, um exemplo prático, o primeiro passo para testar, para quem funciona melhor e quanto custa testar. E dois bônus que fazem a diferença entre ler e agir: uma planilha para pontuar os canais e escolher os três primeiros, e um plano de 30 dias, dia a dia, para lançar o primeiro e decidir se mantém, ajusta ou troca.

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Jairo levou vinte anos para descobrir que estava invisível. Você pode descobrir hoje à noite quais canais estão faltando.

Jairo e Helena são personagens criados para este texto.

Perguntas frequentes

Como colocar minha empresa no mapa do Google?+

Acesse business.google.com, crie ou reivindique o Perfil da Empresa no Google e conclua a verificação que o Google pedir. Depois, preencha categoria principal, endereço ou área de atendimento, horário, telefone, serviços e fotos reais. Um perfil incompleto até aparece, mas perde para concorrentes com perfis mais relevantes e bem avaliados.

Por que minha empresa não aparece no Google quando pesquiso o serviço?+

As causas mais comuns são perfil não verificado, categoria errada, horário marcado como fechado, poucas avaliações ou dados desatualizados, como telefone antigo. O Google ordena os resultados locais por relevância, distância e proeminência; corrigir a categoria e ganhar avaliações melhora os dois critérios que você controla.

Ter Perfil da Empresa no Google é pago?+

Criar e manter o perfil é gratuito. O que você investe é tempo: preencher tudo uma vez e atualizar com fotos, respostas e publicações algumas vezes por mês. Anúncios no mapa existem, mas são opcionais e separados do perfil.

Aparecer no Google basta para ter clientes todo mês?+

Ajuda muito, mas é um canal só. Se o Google muda algo ou um concorrente melhora o perfil, as ligações caem e você não tem para onde correr. Por isso vale combinar a busca local com outros canais, como parcerias e indicação; a Cartilha dos 100 Canais de Aquisição mostra o primeiro passo e o custo de testar cada um.

Funciona para o meu tipo de negócio?+

Sim. Os canais abrangem negócios locais, prestadores de serviços, lojas virtuais, empresas que vendem para outras empresas e profissionais. A cartilha ajuda você a escolher os que fazem sentido para a sua realidade.

Como recebo a cartilha?+

Após a confirmação do pagamento, a Hotmart envia o acesso para o seu e-mail. Você pode ler no celular, no computador ou imprimir.

E se eu não gostar?+

Você tem garantia de 7 dias. Se a cartilha não for para você, solicite o reembolso pela Hotmart dentro desse prazo.

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